segunda-feira, 11 de março de 2013

31 anos. 31 perguntas. 31 respostas.



Diz a minha mãe, que é uma senhora bem informada, que hoje faz trinta e um anos que me pôs no mundo. Foi na Cidade Invicta, a uma Quinta-feira, pelas 15:30 mesmo a tempo do lanche :)
É a primeira vez que passo sem os meus pais, fora da minha cidade e a trabalhar. Mas tem de ser, a vida sem estes contratempos não seria tão engraçada, certo?
Tenho estado estes diazitos em silêncio, mas estive a magicar cá para mim, algo diferente para quem está desse lado. Este blogue tem sido uma boa companhia, um tubo de escape e um mar de partilhas que nunca pensei ser tão compensador.
Por isso, achei que hoje, o presente do dia seria vosso. Sim, VOSSO :)

Aos meus 31 anos, existe ainda muito por saber e conhecer, e aqui na Sala são poucos os que me conhecem bem. Daí, a possibilidade de ficarem a saber quem decora a Sala, quem vos recebe e vos deixa entrar. Poderão colocar as perguntas que quiserem, directamente neste post. Responderei a todas, todas mesmo. Seleccionarei as 31 melhores ou mais originais, para dessas 31 escolher A pergunta. E a pergunta que mais me surpreender, será premiada com uma prenda surpresa, que será enviada pelo correio.

Resumindo, quem quiser participar, coloca a pergunta aqui mesmo, regista-se no blogue ou partilha o link no respectivo blogue, caso já seja membro da Sala.
A partir daí, será só esperar.
Os resultados sairão dia 15!!!

Isto vai ser um trinta e um... ;)
Beijinhos****

quinta-feira, 7 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

E agora Hugo?

Um dia depois da morte de Hugo Chávez, este foi o texto mais impressionante que li. A carta da ex-mulher, escrita há algum tempo, num misto de sinceridade e desabafo cheio de raiva.
Ainda não consigo dar uma opinião sobre estas palavras. São demasiado fortes e frias. Mas se vêm do coração, porque não serão justas de alguma forma? As verdades também têm de ser ditas. E só porque a morte se aproxima, nada apaga o passado.
Mas ser lembrado assim não é algo que deseje :/





Hugo,

Algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:

Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguiste sem quartel, os aprisionaste em cubículos indignos até para animais, os insultaste, os humilhaste, os enganaste, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal... Porque o fim dos tempos não te alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu "ciclo vital" se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguiste e insultaste, os representantes dessa Igreja que ultrajaste por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, um a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado.


Diga-me agora que vomitas a sopa de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os
brilhos e as lantejoulas já não aparecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?... Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces... Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados com vigaristas, entre a tua corte de aduladores que só te mostram afecto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil...

Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida?

Esqueces-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegaste ao poder; esqueces-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.*

Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocaste; acreditaste num conto de passagem e te julgaste revolucionário, e por ser revolucionário... imortal; convocaste para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conheceste e que recomendavas a sua leitura...

Andar com mortos te levou à magia, te meteste a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma corte de demónios e espíritos maus que agora te acompanham... Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atiraste na obscuridade e no mal, a tua alma.*

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres rectificado tua conduta quando pudeste e te deixaste levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos
torna mais humanos.


"O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem".



*Nancy Iriarte Díaz*


Realmente Hugo, poderias ter feito melhor. E agora?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sinais do Tempo

Hoje, num balcão da Cafetaria do Continente, olhei para o lado e vi isto,



e lembrei-me de imediato que era algo do "meu tempo". Tinha eu uns 8 anos e também trazia um Push Pop da Padaria, na altura em que o pão estava a 5 escudos (txiiiiii...no século passado, portanto). Fiquei a pensar na doçaria, se era eu a ficar senil e a fazer confusão, ou se até não estava assim tão velha. Afinal ainda se vendem Push Pops!!!
E ontem, aos 30 anos, vejo o meu próprio pai a criar um blogue...vou só ali limpar mais uma lagrimita e volto já!


Tudo isto, numa altura em que percebo que a Sala está a crescer: já somos mais de meia centena :))
Chegaremos aos 100??

Beijinhos silenciosos****

Leilão solidário-flash 6.

Olá a todos,
no blogue da minha querida Manuela, está a decorrer mais um leilão solidário para ajudar quem mais precisa. Desta vez, uma capa de livro toda janota!!! ;)



Dêem uma espreitadela, não custa nada ;)
Aqui fica o link,

http://manuelacolaco.blogspot.pt/2013/03/leilao-solidario-flash-6.html

domingo, 3 de março de 2013

Let it Snow #2

Cá estou eu de volta à metrópole, ainda com a sensação de fim de semana!
Adorei esta pausa, esta viagem e tudo o que vi e revi :)

Para além da neve,



houve tempo também, para visitar o Museu Municipal de Carregal do Sal, visto que o famoso Museu do Pão já tinhamos visto.
É pequeno e simples, uma galeria de pintura e esculturas, de artistas nacionais e não só, bem como um pouco da história daquela terra.



Como fã que sou de Fernando Pessoa, elegi logo a minha peça favorita,



"Em Busca da Beleza,
Soam vãos, dolorido epicurista,
Os versos teus, que a minha dor despreza;
Já tive a alma sem descrença presa
Desse teu sonho, que perturba a vista.

Da Perfeição segui em vã conquista,
Mas vi depressa, já sem a alma acesa,
Que a própria ideia em nós dessa beleza
Um infinito de nós mesmos dista.

Nem à nossa alma definir podemos
A Perfeição em cuja estrada a vida,
Achando-a intérmina, a chorar perdemos.

O mar tem fim, o céu talvez o tenha,
Mas não a ânsia da Coisa indefinida
Que o ser indefinida faz tamanha."


A artista chama-se Alice Piloto e tem mais quadros apaixonantes, como este da Amália e suas letras,




Amei!

O almoço, bem em jeito de despedida, foi numa Quinta acolhedora e rústica, para deixar saudades de tudo,



Uma verdadeira tentação, eu sei. Fica em Canas de Senhorim e vale muito a pena, pois claro!
E agora vou beliscar-me um pouco a ver se acordo e percebo que estou de volta à realidade :/

Boa semana silenciosos****

sábado, 2 de março de 2013

Let it Snow #1

Escrevo-vos hoje, directamente do fresquinho da Serra da Estrela :) Isto de ter um blogue é muito giro e coisa e tal, mas dá saudades e vontade de cuidar, como se de um filho se tratasse.
Mal regressei ao Hotel para descongelar (literalmente), não resisti a vir partilhar um pouco desta visita bem geladinha.
Chegámos ontem à noite e eu quase nem dei pelo frio, talvez por ainda estar a 40 e tal Km da famosa Torre. Estamos instalados em Neiva, uma terriola simpática e que eu não conhecia.
Hoje bem cedo, lá fomos nós todos quitados de roupa quente, travar uma batalha de bolas de neve...e que batalha!!! Estava tudo, tudo, tudo, coberto de neve. Já tinha vindo à Serra umas outras vezes, mas com tanta tanta tanta neve, nunca tinha visto.

Já tinha apanhado muito nevoeiro e neve, até chuva já cá tinha apanhado, mas com tanta intensidade não. Até porque esta semana já tinha ouvido na rádio que tinha caído o maior nevão dos últimos anos. E nós cuscos, cá estamos para comprovar! A espessura da neve dava para deixar marcas bem fundas e a altura junto ás estradas chegava a ter mais de 1,50m.




Fui pela milésima vez áquele Centro Comercial da Torre, minúsculo mas irresistível...não há quem resista ás provas de presunto e queijo, ás pantufas ímans ou porta-chaves. Mas fui uma crescida e só comi um pão com chouriço, bem quente!
E foi porque não vi cães pequeninos à venda, senão era desta que me passava de vez e levava um debaixo do braço.

Cá fora, eram fãs e fãs do Ski e Sku, o manto branco chamava para isso mesmo,



e o boneco de neve, que é da praxe.



O almoço, esse, durou até ás tantas. E quando digo até ás tantas, falo em 17h e tal...um sítio muito afamado, em Melo, simpático e muito barato: Quinta dos Namorados :)



Vale muito a pena, se estiverem por perto, visitem!
Amanhã é dia de visitar mais sítios :)

abraços bem gelados!!!