domingo, 9 de junho de 2013

Horas de aperto

Aquele momento em que estás a usufruir de um merecido descanso no Hotel e a meio de uma actividade desportiva no exterior, te dá uma súbita vontade de ir à casa de banho.
Aquele ainda mais delicioso momento em que te lembras que o quarto fica no 10º andar, te metes no elevador que pára em todos os outros pisos e pensas que algo vai sair de ti.
Por fim, o mais nobre dos momentos quando fazes um sprint até ao quarto, tentas abrir a porta com o cartão e não abre. Tentas novamente e nada. Torces as pernas para apertar um pouco mais e nada.
O telemóvel tinha desmagnetizado o cartão e toca de voltar ao piso zero, para buscar um novo.



Acabou de me acontecer e só me apetecia partir a boca a alguém.

sábado, 8 de junho de 2013

Foleirice aguda mas não me aguento!

Vá, podem começar com os elogios simpáticos. Já sei que sou bimba, parola, foleira e mais o "raiquiparta" mas esta música não me sai da cabeça.
É viciante e todos os meus ossinhos abanam.
Caso clínico este. É mais forte do que eu.


Ai,ai! Ai ai ai ai

Essa mina tá me olhando
Acho que tá dando mole
Ela tá me provocando já faz tempo
Isso não vai prestar,
Não vai

Ela é maravilhosa , tem um sorriso maroto
O que será que ela tá querendo?
Vou chamar pra dançar,

Vem cá mulher,
Vem cá,dançar,
Comigo agarradinho, vem cá que você vai gostar!
Ah, vai! Isso, assim, vem pra mim
Que delicia, tá gostoso demais
Isso não vai prestar
Beija minha boca

Ai, ai! Ai ai ai ai! Assim você mata o papai
Ai, ai! Ai ai! Que boca gostosa eu quero mais
Ai, ai! Ai ai ai ai! Assim você mata o papai
Ai, ai! Ai ai! Você tá cheirosa demais
(BIS)


Sorriso Maroto - "Assim você mata o papai"

A letra é sinistra, eu sei. Roça o abominável mau gosto mas o ritmo escorrega melhor que uma embalagem de Filipinos brancos.



Bom resto de Sábado!!!

É assim a vida...

Hoje dei de caras com esta capa de revista, e sobre isto, só lamento não ser a menina ali atrás com a pernoca alçada.



Ui tantos suspiros...
Mas como não sou loira, não tenho aquele pernão nem aquelas mamas, mais vale esquecer o assunto e pensar que um dia, na melhor das hipóteses, passo ao lado do "hot Jesus" (como já me aconteceu na estrada, parada no trânsito e me apercebi que o carro do lado era ELE. Morri nesse instante!) e aí talvez ele repare aqui na tosca, nem que seja por eu tropeçar e me estatelar no chão.
Ai ai...
É assim a Vida!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ao Rodrigo e a todos os Rodrigos

Nunca conheci o Rodrigo.
Soube desta história nas redes sociais e fui seguindo e afeiçoando-me passo a passo à luta que estas crianças e a família passam.
Nunca comentei nenhuma publicação sobre o Rodrigo, não pude ajudar, mas torci sempre em silêncio para que não acontecesse o pior.



Rodrigo tinha três anos e precisava de uma cura alternativa para a leucemia.
No entanto, essa cura nunca apareceu e Rodrigo morreu, esta quarta-feira, no IPO.
E aquela mãe meu Deus, aquela mãe...não deve existir dor maior no mundo.
E pensar que aquela mãe já tinha perdido o marido (pai do Rodrigo) num acidente de viação quando estava gravida dele.
Já chorei e ainda estou a tentar não chorar mais. Como ele, já muitos sucumbiram à doença...mas desta vez, tocou-me de uma maneira diferente.
Aqui na Sala, vamos torcer muito para que do outro lado seja bem melhor e que esteja tranquilo.

Ao Rodrigo e a todos os Rodrigos,
duas vezes o infinito ****

terça-feira, 4 de junho de 2013

O que é ISTO???!

Já ninguém pode folhear uma revista em paz...

Há pessoas que poderiam virar um fóssil. Seria tão mais simples.


Ai Joaninha, Joaninha...

Ontem foi dia de Domingo Cultural!



Já andava há algum tempo a tentar convencer o maridão a ir espreitar o que a Joana Vasconcelos faz com um trem de cozinha.
O Palácio Nacional da Ajuda não ficava assim tão longe e o bom tempo chamava a sair de casa para se tirar mais uma carrada de fotos, que aqui em casa já sabem que apreciamos.



Ora a Exposição...a Exposição...e a Joana Vasconcelos...pois que não foi nada de especial. Nada mesmo.
Estou a tentar encontrar palavras para poder ser justa e sensata nesta crítica de quem não percebe nada de arte. Digamos que maior parte das peças já tinham sido mostradas pelos Media e isso tira logo metade da magia. Para além de haver coisas assim...tipo...como hei-de dizer...estranhas ou com um ar do estilo "se-eu-soubesse-que-isto-era-arte-também-já-o-tinha-feito-em-casa-e-cobrava-bilhete-aos-vizinhos".
Por exemplo,este estendal com gravatas a esvoaçarem com a ajuda de uma ventoinha por trás, foi talvez a peça mais banal que vi,



para além de ferros de engomar alinhados,



esculturas revestidas a crochet dos Açores (resmas delas espalhadas pelo Palácio),



uma overdose de panelas Silampos, que eu também tenho em casa mas que não chegavam a metade do salto alto (estas peças gosto, realmente está uma ideia brutal),



uma outra overdose de tampões, em forma de lustre do séc.XIII,



um helicóptero com penas,



um lustre com brincos ás cores,



um sofá com flores coloridas,



safou-se este coração de Viana, que adorei, todo feito com talheres de plástico. Sim, este sim, todo imponente.



Ai Joaninha, Joaninha, estava à espera de mais. Admiro a tua criatividade, mas tanta publicidade em volta das peças, que pensei que fosse ficar hiper mega super fã.
Fiquei desconsolada e acho, sinceramente, que não vale os 10€.
Valeu-nos o próprio Palácio que não conhecíamos e uma Lisboa cheia de sol, à nossa espera :)



Boa semana*****

sábado, 1 de junho de 2013

O peso das palavras

Semana cheia. Semana chata. Semana dura.
E num dia daqueles em que já nem me aguentava, deparo-me com isto, no meio da estrada de Carcavelos...quando regressava a casa.



Parecia que estava ali de propósito.
Na verdade, tudo mudou no minuto em que li.
É engraçado o peso que as palavras têm em nós: as que dizemos, as que lemos, as que ouvimos.

E ás vezes, as que nunca nos dizem também.