domingo, 6 de janeiro de 2013
Sweet Little Things
A mais pura das verdades e que agora...posso usar! E que bem que fica. Ai chocolate chocolate, nós os dois somos sempre tão felizes!
(um obrigada à minha querida Cláudia, estes são OS brincos perfeitos)
Uma semana doce para todos***
Regras da Sensatez
Possivelmente, a 2ª melhor letra de sempre. A que faz mais sentido. E falo por experiência própria.
"Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez"
Rui Veloso
"Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez"
Rui Veloso
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
"Ah que rico cú!"
Amo as Sextas-Feiras. Amar talvez seja forte demais, vá...gosto muito das Sextas-Feiras (assim está melhor) embora já esteja tão cansada que já o afirmo com olhos de carneiro mal morto.
Hoje de manhã, ia precisamente a pensar nisso, nas Sextas-Feiras. Estou a ser repetitiva, eu sei, mas soa-me bem dizer SEXTA-FEIRA. Estava sol, o ar bem fresco para abrir bem a pestana. No rádio ia a ouvir a Mixórdia de Temáticas do Ricardo Araújo Pereira, a minha companhia matinal. Ia nas calmas, nem chegava a passar os 50km/h.
De repente, dois carros à minha frente decidem travar à pressa porque um espertinho (estou a ser simpática em chamar espertinho) vira para a esquerda sem mais nem porquê. Ora aqui a princesa do sol e do ar fresco teve de travar a fundo e dizer nomes de santos em menos de cinco segundos, a ver se um deles me ouvia e eu não batia. E não bati.
Nisto, olho pelo retrovisor e vejo um senhor (que devia vir a ouvir a mesma Mixórdia de Temáticas, tal era o seu relaxe) a travar a fundo também. Mas em vão. Eu só pensei "Sério???Outra vez???!" - digamos que foi a segunda vez em menos de dois meses, que me espancam o pára-choques. E eu no meu cantinho, sem culpa nenhuma, novamente. E pior que isso, é ser na altura em que vamos já em cima da hora de entrada ao trabalho. Espectacular.
Tive todo o dia com uma neura descomunal, mas que no final do dia lá desanuviei. Só pensava que devia ter uma traseira bem jeitosa para ninguém resistir a bater por trás. Mas tanto assédio já começa a fazer mossa, literalmente.
Esqueci-me de referir que em Novembro, quando tive esse primeiro acidente, era também uma Sexta-Feira. Talvez por isso já não as ame. Apenas gosto muito muito muito muito, assim como sei que vou gostar muito muito muito do carrito de substituição que me deve ser dado na oficina,por um senhor muito muito muito eficiente...Oh yeaaaah!
Enfim,tudo seria melhor se eu tivesse acabado de ouvir a Mixórdia de Temáticas, pensado que o ar não estava assim tão fresco e que o sol é que era bom.
E em vez de me chatearem com batidas de caca, bastava só dizerem "Ah que rico cú!" e seguiam a sua vidinha.
Porque afinal, é SEXTA-FEIRAAAAAAAAAA!
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
2013
Não resisto a fazer a piadinha do costume e dizer que "já não escrevia aqui desde o ano passado", algo que se traduz em pouco tempo. Ainda.
No meio de uma mesa cheia de doces e os canais entupidos de programas de Final de Ano (não que eu não goste, porque gosto e até vejo alguns, principalmente para me ajudarem a fazer a contagem para a meia-noite) a passagem do ano dá-se em menos de nada.
No último dia do ano, fui ao cinema ver a minha diva preferida, Nicole Kidman, num filme que recomendo a todos - "The Paperboy". Tem cenas bem pesadas e um vocabulário menos próprio, mas ainda assim, vale a pena. Espreitem o trailler!
Uns desejos atrás dos outros, um grito mais eufórico a confirmar a entrada do novo ano e tantas, tantas expectativas, foi logo o que veio a seguir.
O começar do zero e a mudança, tal como já disse aqui, exercem em mim um fascínio fora de série e com ele, mil e uma ideias que teimam em não me largar. A vontade de fazer tudo e mais alguma coisa...Gostava de fazer 3 viagens este ano mas pela conjuntura que se avizinha cada vez menos próspera, não me cheira que consiga. Paris-Madrid-Roma, não por esta ordem mas sim, são estes 3 destinos que gostava de conhecer. Londres e Barcelona já cá cantam e nunca é demais mais uma viagenzita. E logo eu que não tenho feito nenhuma, só mesmo em território nacional e esse até conheço bem.
Desculpem-me os mais cépticos e os mais pessimistas (que nesta altura estão a dizer que não o são, apenas se intitulam de realistas, acertei?), mas não vou falar da crise, dos impostos, dos cortes e da pouca vergonha em que anda o país. Vou só sonhar um bocadinho, antes que a Troika se lembre de cobrar por cada suspiro ou tentativa de sonhar acordado. Sei que as coisas não estão fáceis, sei que muitos já só sobrevivem e muitas lágrimas ainda vão correr. Mas temos alternativa? Temos de ir em frente, caminhar de peito aberto até não poder mais. E optimistas, persistentes. Mesmo que doa. E eu sei que dói.
Bom bom bom mesmo, seria algo inesperado. Um surpresa. Uma mudança de ventos. Podia ser já ou mais lá para a frente. Tinha mesmo era de existir, de acontecer.
Como sair de casa e encontrar isto:
E agora?
Bom 2013, silencioso e surpreendente***
No meio de uma mesa cheia de doces e os canais entupidos de programas de Final de Ano (não que eu não goste, porque gosto e até vejo alguns, principalmente para me ajudarem a fazer a contagem para a meia-noite) a passagem do ano dá-se em menos de nada.
No último dia do ano, fui ao cinema ver a minha diva preferida, Nicole Kidman, num filme que recomendo a todos - "The Paperboy". Tem cenas bem pesadas e um vocabulário menos próprio, mas ainda assim, vale a pena. Espreitem o trailler!
Uns desejos atrás dos outros, um grito mais eufórico a confirmar a entrada do novo ano e tantas, tantas expectativas, foi logo o que veio a seguir.
O começar do zero e a mudança, tal como já disse aqui, exercem em mim um fascínio fora de série e com ele, mil e uma ideias que teimam em não me largar. A vontade de fazer tudo e mais alguma coisa...Gostava de fazer 3 viagens este ano mas pela conjuntura que se avizinha cada vez menos próspera, não me cheira que consiga. Paris-Madrid-Roma, não por esta ordem mas sim, são estes 3 destinos que gostava de conhecer. Londres e Barcelona já cá cantam e nunca é demais mais uma viagenzita. E logo eu que não tenho feito nenhuma, só mesmo em território nacional e esse até conheço bem.
Desculpem-me os mais cépticos e os mais pessimistas (que nesta altura estão a dizer que não o são, apenas se intitulam de realistas, acertei?), mas não vou falar da crise, dos impostos, dos cortes e da pouca vergonha em que anda o país. Vou só sonhar um bocadinho, antes que a Troika se lembre de cobrar por cada suspiro ou tentativa de sonhar acordado. Sei que as coisas não estão fáceis, sei que muitos já só sobrevivem e muitas lágrimas ainda vão correr. Mas temos alternativa? Temos de ir em frente, caminhar de peito aberto até não poder mais. E optimistas, persistentes. Mesmo que doa. E eu sei que dói.
Bom bom bom mesmo, seria algo inesperado. Um surpresa. Uma mudança de ventos. Podia ser já ou mais lá para a frente. Tinha mesmo era de existir, de acontecer.
Como sair de casa e encontrar isto:
E agora?
Bom 2013, silencioso e surpreendente***
sábado, 29 de dezembro de 2012
Diz-me o que calças, dir-te-ei onde estás.
Ainda falando do Natal mas já já já a acabar com o tema, fui presenteada com umas galochas que se tornaram peça única lá em casa, visto não ter nenhumas. Para meu azar, os dias de chuva fizerem greve mal lhes pus a mão em cima. Ora, sol e galochas não combinam nem um bocadinho...e eis que hoje mesmo antes de sair de casa em viagem para a minha cidade, percebi que São Pedro me estava a fazer a vontade. Não choveu lá grande coisa mas deu para estrear as ditas cujas!!!
Tendo em conta que vim de carro, sem paragens pelo caminho, que almocei e fiquei no quentinho de casa dos papás, não as pude "passear" por aí (e neste momento, chove desalmadamente lá fora).
Confesso que me senti de tal maneira em casa, depois de 3 horas de viagem, que já não me lembrava de me afundar no sofá da sala, vestida de pijama, lado a lado com a minha avó. Tirei as famosas galochas e fiz o que realmente me estava a apetecer.
E posso dizer-vos que por minutos, não havia calçado melhor do que as minhas pantufas parolas, a gritar para serem calçadas.
No outro dia, li assim numa certa página: "Home is where your heart is", e isto soou tão verdadeiro em mim, que mais nada me fazia trocar de calçado.
Não importa se faz sol ou chuva, é o chão que pisamos (com galochas, chinelas ou pantufas)que desenha o que vem a seguir.
E posso dizer-vos que estou com o melhor calçado do mundo :)
Home sweat home!
Tendo em conta que vim de carro, sem paragens pelo caminho, que almocei e fiquei no quentinho de casa dos papás, não as pude "passear" por aí (e neste momento, chove desalmadamente lá fora).
Confesso que me senti de tal maneira em casa, depois de 3 horas de viagem, que já não me lembrava de me afundar no sofá da sala, vestida de pijama, lado a lado com a minha avó. Tirei as famosas galochas e fiz o que realmente me estava a apetecer.
E posso dizer-vos que por minutos, não havia calçado melhor do que as minhas pantufas parolas, a gritar para serem calçadas.
No outro dia, li assim numa certa página: "Home is where your heart is", e isto soou tão verdadeiro em mim, que mais nada me fazia trocar de calçado.
Não importa se faz sol ou chuva, é o chão que pisamos (com galochas, chinelas ou pantufas)que desenha o que vem a seguir.
E posso dizer-vos que estou com o melhor calçado do mundo :)
Home sweat home!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Love Stories
Conheço a Joana há mais anos do que aqueles que vivi sem a conhecer. Uma batelada de dias e meses que arrisco dizer que já passaram uns bons 20 anos.
Num tempo em que era novidade chegar há escola com um Walkman a tocar o último Cd Fido Dido, num tempo que era habitual vermos treinos de futebol da nossa equipa preferida, de falar dos rapazes das outras turmas, irmos juntas à natação depois de um lanche em minha casa e de alimentar os peixes novos que me tinham dado (havia um peixe preto com os olhos em 3D, chamado Samurai, só porque a Joana andava no Karaté...enfim!)
Num tempo em que suspirávamos por uma boa história ou mexerico de amor :) Conhecemos as dúvidas, os medos, os objectivos e os limites de cada uma. Aceitamos a vida como ela é e todas as escolhas que com ela vem agarradas. Passamos por várias separações, primeiro no secundário, depois na Faculdade e mais recentemente, a separação de Países.
Ia vendo a Joana nos anos, no Verão e no Natal e isso, até hoje, nunca falhou. Seguimos ramos profissionais diferentes, entramos no Ensino Superior em anos diferentes e em Faculdades diferentes. E em 2005, ambas éramos finalistas, de cartola e bengala, que o flash da minha máquina registou.
Eu tive as minhas histórias de amor, ela teve as dela mas nenhuma tinha tido aquele velho carimbo do "Para Sempre".
Em 2010, fui visitá-la a Londres, onde morava e onde mora ainda. Ela foi cúmplice do momento mais inesperado da minha vida: um pedido de casamento no meio de um barco, no lago do Hyde Park. Como ela escondeu bem e se riu à distância, enquanto eu (histérica) esticava o braço para ela ver que eu tinha uma mini caixa na mão.
Hoje soube que ela foi igualmente surpreendida, de forma bem romântica e original (sim, agora vem a parte lamechas, estão preparados?), pelo namorado de quem tão bem me tinha falado. Fiquei tão feliz e tão frustrada de não lhe dar um abraço e gritar como só as gajas sabem fazer. Mas enfim, viva o Facebook e os emails :)))
a foto mais abaixo, mostra a pergunta mágica escondida na Tese do noivo (basta juntarem a primeira letra da primeira palavra de cada frase) e eu imagino a cara de espanto dela.
Tão bom perceber que, aconteça o que acontecer, há coisas que nunca ninguém nos tira e que por mais voltas que a vida dê, vale sempre a pena acreditar que o romantismo não vem só nos pacotes de açúcar da Nicola.
Ainda há histórias de amor...e ainda bem!
Bem hajam :)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Pós Natal
Isto vai parecer estranho mas, para mim, o dia a seguir ao Natal consegue ser ainda mais precioso que toda a época em si.
É o dia (que se tivermos sorte não trabalhamos, ou temos férias) do balanço, da ressaca de doces, da preguiça, do silêncio, da pasmaceira boa e obrigatória, da apatia pós Natal e do dia oficial do pijama "all day long".
Gosto do Natal sim, pelos princípios e valores que relembro e que pratico o ano todo (antes que surja alguma alminha que contradiga e afirme que só nesta altura se lembram uns dos outros). Lembro-me de quem gosto e mantenho contacto, porque os que não tenho o ano todo, continuam sem me ouvir por uma questão de sentido e de coerência.
Cada vez mais acho que o Natal fica congelado na infância e que em idade adulta, só nos resta igualar o velho gordo e de barbas, para que os mais pequenos acreditem. Mesmo que haja sempre um sapato ou uma etiqueta de roupa que nos denuncie.
Não acho que seja mau "enganar" as crianças ou iludir com esta imagem, porque todos sabemos que eles vão ter tempo para digerir isso e a seu tempo perceber o porquê. Temos a mania de os subestimar e usar o termo de "coitadinhos" como se não dessem a volta por cima.
No fundo, a imagem "falsa" de um senhor que distribui prendas, é apenas uma forma de lhes dizer que aconteça o que acontecer, há sempre uma luz ao fundo do túnel. É a personificação de uma espécie de esperança, numa idade em que o conceito de Menino Jesus não os satisfaz o suficiente.
Eu própria nunca fui uma criança muito crente no Pai Natal mas deixava os adultos falarem nisso como se fosse mesmo verdade. Havia uma réstia de dúvida, que me fazia dormir mais tarde para ver se apanhava o "velhinho" a ir a minha casa a meio da noite. Como nunca o vi, nunca me acreditei a 100% mas lidava bem com isso, gostava da ideia e do espírito. Percebi mais tarde e de forma tranquila, que isso surge de uma boa intenção, por isso nunca fiquei em choque nem nada que o valha.
Que mal tem em nos deixarmos levar por uma ideia que nos faz sorrir? Não acontece o mesmo com os espectáculos de magia? Todos sabemos que não é real, mas as salas ficam cheias e ainda há mistérios e truques que nunca ninguém percebeu. E isso não interessa nada. Vale pelo momento de ilusão.
E desculpem-me os senhores e senhoras que gostam de dizer que não gostam do Natal e dar um sermão moral a todos que vibram com esta data, porque não fazem o resto do ano bla bla bla, e são todos cínicos bla bla bla, e deviam ajudar sempre bla bla bla e eu gosto de ser ovelha negra e dizer que odeio o Natal porque sou muito sincero e verdadeiro bla bla bla e porque está na moda ser anti Natal bla bla bla, mas adoro receber sapatos caros e fashion bla bla bla. Poupem-me a esse drama.
Eu não vibro e também fico saturada deste frenesim, é verdade. E ajudar é todo o ano, obviamente. Mas deixem os outros sonhar e não estraguem esta onda que embora anual ainda existe. Existe e isso vale por si.
Se pensarmos bem, há tanta coisa que já nos abandonou
e nem existe mais.Precisaremos abrir mão de mais?
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