terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E quando achamos que ainda existem heróis...

...eis que se vão escapando assim,






"O ciclista Lance Armstrong quebrou o silêncio. Em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Armstrong admitiu o uso de substâncias proibidas, afirmam agências de notícias e jornais norte-americanos, baseados em fontes ligadas ao programa da apresentadora.
O ciclista e Oprah gravaram a entrevista num hotel na cidade de Austin, no Texas, na noite desta segunda-feira (14/01). Armstrong, outrora considerado o maior ciclista de todos os tempos, teria admitido na entrevista que competiu dopado desde a metade da década de 90, incluindo todas as sete etapas da Volta da França que ele conquistou. Armstrong teria melhorado o seu rendimento usando testosterona, cortisona e eritropoietina, mais conhecida por EPO.
Assim que terminou a gravação, Oprah publicou em sua conta do Twitter: "Acabei de passar duas horas e meia com @lancearmstrong. Ele estava preparado!" O jornal americano The New York Times publicou que Armstrong pretende testemunhar contra "várias pessoas poderosas do ciclismo". Suspeita-se que a União Ciclística Internacional (UCI) tinha conhecimento e acobertava o sistema de dopagem que envolvia a equipe em torno de Armstrong.
Segundo a imprensa, a estratégia do ciclista é se colocar à disposição da Justiça americana e colaborar com as investigações na tentativa de diminuir a punição de exclusão do esporte e de prováveis julgamentos que estão por vir.
Armstrong corre o risco de ser preso por falso testemunho perante os inquéritos feitos pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada, em inglês)"

Posto isto, não me ocorre nem me apetece dizer mais nada.
E eu que gostava tanto dele.
Errar é humano sim mas...quando se gosta, a desilusão é ainda mais humana. E real.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

I'm lovin'it


Não adianta escolher as palavras certas para este texto, porque sei que vai haver imeeeeeensa gente a discordar e ainda bem, somos todos diferentes. Não vou falar dos Globos de Ouro nem dos vestidos lindos ou horrorosos ou whatever, até porque nenhuma daquelas cachopas devem sentar o rabo num sítio como o MacDonald's. Digo isto, porque quando se fala nesta cadeia de restaurantes, surgem diversas e distintas opiniões. A minha é esta: Adoro. E adoro! Acho que, dentro de toda a comida plástica que há por aí e que sim eu sei que não devíamos comer, foi das melhores coisas que inventaram. Faz mal sim, convém ser algo raro na nossa rotina mas caramba, é demasiado bom para passar ao lado. E digo-o com uma leveza e uns olhos gulosos de uma criança de 5 anos :)

No outro dia, deu-me um "ámoc" e apeteceu-me ir lá jantar. Não foi nenhum lanchinho ou vontade repentina de um gelado, fui mesmo JANTAR. Como sempre o mesmo menú, mas naquele dia decidi variar e nem me arrependi. As batatas estavam em modo de amendoim, salgadas e viciantes e o resto, igualmente apetitoso como era de esperar.
Reparei, enquanto estava sentada, nas pessoas ao meu redor, quer nas filas para os seus pedidos, quer nas mesas: uma mãe e uma filha pequena, que quase nem falavam; uns amigos acabados de vir da escola; outro grupo de amigos adultos, como se não se vissem há muito; um casal abraçado, evidentemente apaixonado; um casal com um filho, visivelmente cansado e sem tempo de fazer jantar em casa. E tantas outras pessoas, que aparentavam uma panóplia de estados de espíritos, todos eles distintos.
Nessa altura apercebi-me que foi à mesa do MacDonald's que tive as melhores e as piores conversas de sempre. Foi num MacDonald's que planeei viagens, que chorei de desilusão, que desabafei com amigos,que namorei, que me declarei, enfim...quem de nós já não se sentou numa mesa minúscula daquelas, com a pessoa que queríamos, com as palavras que queríamos?
Quem nunca foi buscar um Sunday ou Cheeseburger ás 2h da manhã, só porque sim? Quem nunca lambeu os dedos quando já não havia batatas? Quem nunca procurou pelo famoso M numa cidade que não conhecia? Quem nunca se abstraiu da própria vida, com a alegria de um hambúrguer?

Vá, não se zanguem os vegetarianos e os adeptos da comida saudável, hoje é Segunda-Feira e tenho direito a pensar em coisas boas ;)




domingo, 13 de janeiro de 2013

Rir é sempre o melhor Remédio!

Há algum tempo que o meu fim de semana não saía do modelo habitual de "dormir mais um pouco-arrumar a casa- fazer compras da semana- esperar que o sol venha para secar a roupa acabada de lavar- ir ao ecoponto- afundar no sofá a fazer zapping- tentar não pensar que a Segunda-Feira chega depressa".
Este foi diferente em tudo. Fui até à Margem Sul (gosto de dizer isto, porque me soa sempre a um título qualquer de música RAP) a uma localidade que já me disseram o nome 16289 vezes e ainda não fixei. Perto de Almada acho eu.
Fomos lá visitar aquele lado da família que nunca se vê, nem quando o Rei faz anos. Aqueles primos dos primos que nem sabem que são primos, mas que deixam sempre no ar aquele convite do "apareçam!".
Ora desta vez levamos mesmo à letra, pois pelos vistos iam fazer uma almoçarada e tanto! Era lá que eu ia comer a tão famosa (e tão criticada) iguaria africana, a Cachupa.
Eis que a surpresa do dia foi mesmo essa: o prato principal era MOAMBA. Ora, a Moamba envolve (para além da galinha) óleo de palma, quiabos, gindungo, cebola, abóbora e alho.
A galinha é cortada em pedaços e temperada com sal, alho e gindungo, sendo em seguida, cozinhada com a cebola. Mais tarde, são adicionados o óleo de palma, que pode ser confeccionado com dendéns frescos ou adquirido pronto a usar, os quiabos e as abóboras.
A moamba é servida com pirão ou funge, que consiste em farinha de milho ou de mandioca cozida.
Uma misturada típica de "matumbinos" que até nem estava nada má. E sim, esta é a parte em que vocês franzem a sobrancelha e desconfiam muito da delícia que poderá ser. Possivelmente nem iam gostar, mas eu confesso que achei graça.






Fomos recebidos de forma deliciosa, com uma simpatia constante, à medida que entravam cada vez mais pessoas naquela casa. Havia espaço claro, mas quase 40 pessoas é DOSE! Bem, tudo se fez e se arranjou e por lá fomos ficando até escurecer.
Aquela sala teve mais adaptações e mudanças do que um Querido Mudei A Casa. Era preciso ligar o Karaoke? Então saía uma mesa. Era preciso espaço para dançar? Então saía outra mesa. Era preciso espaço para uma sessão caseira de truques de magia? Então saía mais uma mesa. O importante ali, pelo que fui percebendo, era estarmos todos juntos, apertados ou à vontade, não interessava.
No início, tinha os pés mais gelados que um Iceberg, mas houve remédio santo: chamarem-me para o Karaoke. É que não penso duas vezes, não largo o microfone e não me ensaio nada para espantar pardais. Saia a voz que sair, alinho sempre! E ainda para mais com Xutos e Pontapés. Aqui estava eu a cantar aquela parte "Meu Deus como é bom morar, modesto primeiro andar a contar vindo do CÉEEEU...do CÉEEEU!" - em modo Queen ou Estátua da Liberdade, não sei o que me deu para levantar o braço, mas a verdade é que a foto até ficou com um quelque chose de Super Star ;)





Nesta altura já os pés começavam a aquecer, mas depressa ferveram quando se lembraram de fazer coreografias com musiquinhas enjoadas e sem ritmo nenhum e que nenhuma pessoa conhece ou gosta: Macarena, Gangnam Style, La Bomba e outras que tal, muito paradinhas e que não dá NADA para abanar o esqueleto ;) Sem falar das musiquinhas inocentes do Quim Barreiros, que ninguém conhece e tão pouco animadas.





Enfim, foi a loucura (devia ter dito aquela palavra feia antes da Loucura, para dar mais ênfase, mas acho que dá para perceber que foi mesmo a P... da loucura).
O que eu me ri. Ri, ri, ri. Tirei a barriga de misérias! Não pensei em mais nada e deixei-me levar pela boa onda de tudo ali à volta.
Rir é mesmo o melhor remédio, prolonga a qualidade de vida e no fundo, é o que nos resta.
É tudo aquilo que levamos daqui.
É tudo aquilo que vale a pena ficar.

Bom início de semana***


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Passo a Passo

Desde sempre me habituei a ouvir na rádio ou programas de TV, pessoas a falarem de resoluções de Ano Novo (ainda estamos em Janeiro, por isso não me esfolem, ainda posso falar em Ano Novo).
E eu nem me dava ao trabalho de pensar no que eu gostava de fazer, deixava rolar com medo da velha história de que não se deve fazer planos. Uma ova. Podemos fazer sim e isso ajuda a gerir o tempo e olharmos para além das possíveis barreiras do dia a dia.

Tenho 30 anos, muito perto já dos 31, e gostava que este ano fosse um verdadeiro trinta e um. Não tenho filhos ainda, sou casada e estou numa fase tranquila. Porque não fazer deste ano, um ano de experimentar coisas novas, antes que o agregado familiar aumente?
E foi assim que reuni de uma só vez, as resoluções de 2013:

- Vou espantar a asma com uma medicina alternativa;
- Livrar-me de fazer depilação (com Luz Pulsada, não Laser) e sei que as meninas me entendem...
- Experimentar Zumba, porque quero fazer exercício e adoro dançar ;
- Usufruir mais dos sites Low Cost (http://www.lifecooler.com - vale muito a pena e nos tempos que correm dá muito jeito) quer para Teatro (que AMOOOO), Restauração ou Turismo;
- Ajudar mais de perto quem possa precisar, já o fiz com a Casa da Criança - (http://www.casadacriancatires.net/) e pretendo fazer com mais associações;
- Finalmente dar um pulinho bem pequeno a alguma das cidades europeias que não conheço (já não me lembro de viajar, esta conjuntura não ajudou).
Até lá, ainda há um longo caminho pela frente. Vou devagarinho, passo a passo :)






Amanhã vou experimentar comer "Cachupa" (é assim?!), um prato africano do qual já me disseram bem e mal. MEDO, é só o que me ocorre agora.

Ah...e hoje é SEXTAAAAA :)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Zenansada

Só agora parei. Sobrevivi às agulhinhas, não fiz figuras tristes e até recomendo. Asma, tens os dias contados!!!
Estou agora numa mistura de Zen e de cansada, mais ou menos "Zenansada"...serve?

E agora, mais do que outra coisa, só me ocorre dizer isto:




porque sou humana e sei que faço isto tudo. E que atire a primeira pedra quem não o faz.

P.S- Amanhã já é Quinta :)))))

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Janeiro, passa depressa sim?!

Quem me conhece sabe que não sou de quebrar, de me queixar. Maior parte das vezes faço piadas com tudo, rio do episódio mais triste que há e tenho sempre solução para (quase) tudo.
Mas este mês de Janeiro, para além de ser mais comprido que a linha de Sintra, é chato em tudo e eu admito que já ando pelos cabelos.
A minha profissão é desgastante? Sim. Eu já sabia disso? Sim. Sei que tem de ser e a parte boa e indiscutível é que tenho emprego e pronto, a conversa podia acabar já aqui.
Mas imaginem um período consecutivo de paragens de feriados e férias. Imaginem agora um mês bem repleto de dias úteis. Acrescentem 20 crianças de 2 anos numa sala, em que mais de metade nunca teve no Jardim de Infância. Digamos que tenho tido dores de cabeça todos os dias...mas amo aqueles pirralhos e a cara que eles fazem ao ver-me a entrar pela porta é, sem dúvida, uma delícia.
E tenho ainda tanto para fazer este mês...

Digamos que para além do típico cansaço, que faz parte, comecei o ano a perder bilhetes de espectáculo (oferecidos como prenda de Natal), a baterem-me no carro e hoje, a perder uma consulta no dentista porque fiquei presa no trânsito. Ainda fui à Clínica, mas a médica já tinha saído. Que bom não é?

Amanhã é dia de experimentar pela 1ª vez Acupunctura. Com a sorte que ando, ainda trocam as agulhas por palitos bem afiados ou tratam-me de algo que eu não tenho.
Logo vos contarei!

P.S- Falta acrescentar que odeio as Terças-Feiras. Vou ali encharcar-me em chá para não pensar em mais nada.

Coisas Boas

No outro dia, recebi um email de uma visitante daqui da Sala, que dizia isto:

"Antes de mais desculpa o atrevimento (...) Devo dizer-te que fiquei deliciada com a tua sensibilidade e com a tua
ternura. Escreves cheia de sentimento e já vai sendo raro encontrar pessoas que escrevem assim. Por isso, obrigada. : )
Um beijo, e desculpa a invasão mais uma vez"

Se ela ler, vai reconhecer as próprias palavras :) Naquele momento, a noite virou dia.
Foi bom. Mesmo bom.
Eu fiquei assim, corada, risonha, admirada. Tudo. Bom saber que há gente sentada desse lado!



Um bem haja, daqueles com vários bilhetes de ida e volta.