segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Wake me up

"Feeling my way through the darkness
Guided by a beating heart
I can't tell where the journey will end
But I know where to start

They tell me I'm too young to understand
They say I'm caught up in a dream
Well life will pass me by if I don't open up my eyes
Well, that's fine by me

So wake me up when it's all over
When I'm wiser and I'm older
All this time I was finding myself
And I didn't know I was lost"


Avicii


E é isto que não me sai da cabeça, nesta Segunda chuvosa :(
Bom início de semana***

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

26

Ainda não passei da primeira linha e já estou com os olhos cheios de lágrimas.
O dia 26 de Setembro irá sempre mexer comigo. O número 26, irá sempre mexer comigo.
E uma mistura de tudo, de alegria e tristeza, que bem abanado, dá um simples e forte aperto no peito.
Hoje já felicitei amigos pelo respectivo casamento, já dei parabéns a dois outros amigos (e à minha querida Mente Flutuante) e a uma prima minha.
E já me lembrei do Vítor. Lembro-me sempre do Vítor e por mais anos que viva, sei que me vou lembrar.
Não era meu irmão, não era meu primo nem colega de trabalho.
Era o namorado de uma das minhas melhores amigas, o único que lhe conheci até hoje. A Alice, que conheço quase desde sempre, é enfermeira e foi-se aproximando do Vítor no Hospital (não o do trabalho dela, mas como visita - já se conheciam por amigos comuns e achou por bem ir vê-lo e acompanhá-lo).
O Vítor começou a queixar-se de dores de costas e depressa descobriu que tinha um cancro (intestinos, creio eu).
A Alice, como amiga e enfermeira, acompanhou-o e foi-se aproximando dele, cada vez mais.
O amor surgiu e apesar de eu a entender e ficar feliz por ela, avisei-a que era um terreno perigoso, a situação dele era delicada e ela podia magoar-se com aquilo que a vida (ou não) lhe poderia dar com essa história.
E ela lutou. Lutou muito. Virou o mundo do avesso para o salvar e tratar.
Durante quase dois anos, as quimioterapias e as mudanças na alimentação e rotinas foram constantes.
Quantas vezes senti que a Alice queria chorar e não podia, para que ele também não desistisse.
Lembro-me como se fosse hoje, de fazermos vídeos e sketches para o Vítor se animar.
Lembro-me como se fosse hoje, da Alice me dizer em prantos, que ele era um Quimio resistente e que tinha decidido parar. O Vítor tinha desistido de se tratar, de sofrer mais.
Lembro-me como se fosse hoje, de o ir visitar a casa, com ela e mais um amigo nosso, e ver a morte à minha frente.
Lembro-me como se fosse hoje, os fins de semana em Ponte de Lima, das gargalhadas dele e da sobremesa que fez para nós, no dia dos meus anos: mousse de mirtilos.
Fazia 26 anos e disse-lhe, num simples comentário, que não gostava do nº 26. Tinha gostado dos meus 25 anos mas fazer 26 era assim...meio desconsolado. E ele disse: "Sério? Não gostas do nº 26? Porquê?"
Ironicamente...seis meses depois:

Vítor morreu a 26 de Setembro de 2008. Tinha 30 anos.
Nunca chorei tanto num velório e num funeral. Por ele e pelo sofrimento dos pais...mas pela Alice.
Naquele dia, não tive coragem de lhe dizer nada...apenas "Já viste o dia lindo que está hoje?", ao qual ela me respondeu: "Eu disse-lhe que ia estar sol neste dia".

Nunca vi tanta gente.
Nunca assisti a uns gritos sufocados de uns pais tão desorientados.
É por isso que o dia de hoje será sempre estranho.
Uma vez, há muitos anos, uma menina de 3 anos (no meu estágio final de curso) dizia que sabia como as pessoas morriam: "Apagam-se as luzinhas da cabeça".
E eu acho que foi isso que aconteceu ao Vítor.
Porque foi no céu que se acenderam :)


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Fico espantada...

...com a variedade de interpretações que pode ter um só texto.
Em Agosto fiz um post sobre algo que me irrita solenemente - os carrinhos de bebés em multidões.

http://saladosilenciocorderosa.blogspot.com.es/2013/08/as-coisas-ruins-que-me-passam-pela.html

Sei que não sou a única a pensar assim e viva ás restantes e diferentes opiniões. Ate aí tudo bem!
Mas hoje deparei-me com um comentário mais fora do comum. Simples, básico, mas que me deixou a pensar e me fez ir atrás no tempo ver o que eu tinha escrito.
Respirei de alívio por perceber que afinal tenho os parafusos todos e ainda escrevo o que me vai na alma, mas com dois dedos de testa.
A querida leitora Ana, escreveu assim:

"Pensei que estava preocupada com as criancinhas, desgraçadas a serem torturadas pelo mar de gente e barulho nas mãos de pais desnaturados... mas afinal o problema é que as criancinhas a incomodam a si e perturbam o seu passeio e as suas visitas! ;-)"

(não percebi o olhinho a piscar...)

Depois de pensar muito bem no que havia de escrever, decidi criar este esclarecimento para a mesma leitora não precisar de ir ao arquivo de Agosto ver a minha resposta. Está aqui, para que leia logo sem rodeios e sem perder tempo (façam de conta que agora estou eu a piscar o olho!)

Antes de mais... Olá Ana,
qual foi a parte do texto, onde digo "Acham mesmo que é interessante para a criança estar ali horas e horas?" que não entendeu?
Sou educadora de Infância e acredite que tenho bem a noção do que é ou não mau para as crianças e esta situação de enfrentar multidões com um carrinho, é uma delas.
Claro que me chateia quando me pisam e quando tudo fica bloqueado para os paizinhos passarem, mas isso significa que sou humana...Ou a Ana é a Madre Teresa de Calcutá que nunca se incomoda com nada?!
Se a minha opinião continua confusa, posso ir ver se ainda tenho papel e caneta aqui por casa e fazer-lhe um desenho.
Disponha e seja bem vinda á Sala!

(desculpem, mas ás vezes o sangue ferve!!!)
Bom resto de semana***

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Girl´s Stuff #9 - Versão "A minha cidade é liiiiiiiiiinda!"

Olhem só o que encontrem na Parfois, há uns tempos, mas que só agora veio parar às minhas mãos.


Uma coleção sobre a minha cidade Invicta...não resisti e também tenho a mala e o porta-cartões.
Eu não avisei que um dia ia arranjar forma do Porto andar sempre comigo?!
Ah pois é, isto de ser gaja tem as suas vantagens ;)

Boa Terça!!!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pérolas #2

Tcharaaaan!
Se algum de vocês vive em São João da Madeira, pode ser que o fofuxo do Rogério Silva vos bata à porta de repente.
E para isso...Tenham sempre uma camisola à mão.
Convém. Digo eu!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tenham juízo...se puderem.

Nunca fui uma pessoa de criticar constantemente ou desdenhar disto ou daquilo.
Viva a diferença,todos temos a ganhar. Tenho as minhas opniões, obviamente, mas valem o que valem e nada mais.
Não sou viciada em TV mas gosto de me deixar afundar no sofá e dedicar-me a um zapping livre, sem ninguém me chatear.
Gosto de reality shows, da forma como mexem com a mente e de observar o que o ser humano é capaz. Gosto de concursos que puxem pela cabeça. Gosto de telenovelas brasileiras e algumas portuguesas também já se safam.
Gosto de séries que me façam rir e que me colem ao ecrã (saudades do LOST e do Prison Break).
Gosto de talk shows, se o apresentador/a for um bom entertainer.
Gosto de tudo um pouco, seja piroso ou pimbalhão, cada um vê o que gosta e pronto.

Mas não consigo perceber, a sério que não, o que leva pessoas a concorrerem a situações que as vão apavorar ou traumatizar para sempre.
Há um programa na Sic,"Cante se Puder", que é baseado nisso mesmo. As pessoas têm de cantar, sem parar, durante as diferentes adversidades que vão surgindo. Aconteça o que acontecer, tem de cantar sempre sem parar. Podem ser interrompidos com balões de água, luta na lama ou uma depilação a cera numa peitaça de homem bem farfalhuda.
Assim de repente, até parece divertido.
Mas maior parte dos jogos é baseada nos maiores medos dos concorrentes, ou seja, podem colocar cobras, ratos e aranhas em cima do corpo e grites o que gritares, azar.


O que leva alguém a sofrer daquela maneira? "Ah eu preciso de uns trocos, vou ver como é estar perto de um AVC e venho já" - "Não tenho nada para fazer hoje, que tal esfregar-me em cobras e gritar como se não houvesse amanhã?" "Apetece-me fazer um chichi nas cuecas ou borrar-me de medo". Poupem-me.
Não me venham com a história de que temos de enfrentar os medos,porque isso deve ser espontâneo e não forçado com o estímulo do dinheiro.
Não me venham dizer que os animaizinhos são todos fofinhos e tratados porque não são parvos e se alguém os pisa, pode estar o caldo entornado.
Os produtores do programa não têm culpa nenhuma, criaram algo que chama a atenção e pronto.
Agora...os concorrentes sujeitarem-se a momentos de pânico em frente ao país todo?




Tenham juízo por favor!!!