domingo, 2 de novembro de 2014

3 filmes. 2 restaurantes. 1 concerto.

Com o tempo, fui perdendo o hábito de partilhar o que vou conhecendo e de vos passar as minhas sugestões. Não se trata de preguiça, mas talvez vontade de "recolher" mais informação para fazer depois um texto como este: cheio de tudo, com alma e vontade.
Há por aí amantes de cinema? Então juntem-se a mim:)



Confesso que quando vi este cartaz, não dei nada por ele. Mesmo assim, arrisquei e foi o melhor que fiz.
"Entre 1983 e 2005, durante os terríveis anos da Guerra Civil que assolou o Sudão, estima-se que mais de dois milhões de pessoas tenham perdido a vida. Em busca de abrigo, um sem-número de famílias deixou as suas casas e seguiu em direcção a campos de refugiados. Devido à situação caótica em que viviam, perto de 27 mil crianças foram separadas dos pais, fazendo o trajecto sozinhas. Eram estes os "lost boys/girls", crianças de todas as idades que, fugindo aos perigos e, muitas vezes, acompanhadas pelos irmãos, percorriam milhares de quilómetros para alcançar os campos. Alguns anos mais tarde, um esforço humanitário levou para os EUA algumas destas crianças".
Uma realidade recente, muito recente, assustadoramente real. Com que direito se tira a vida a alguém? Com que direito se definem outras vidas à força? Chorei, ri-me, senti o coração apertadinho e fiquei incrédula, no final, quando nos é revelado que os principais actores sãos os PRÓPRIOS refugiados. Vejam! Este é um verdadeiro soco no estômago, mas daqueles que não abrem ferida, abrem a mente!


É o filme que todos falam, é verdade, mas não o fui ver por isso. Fui ver porque conheço o actor de teatros amadores e gosto do seu trabalho.
Fui agradavelmente surpreendida, mas gostei mais das paisagens e vistas de Lisboa (lindas!) e da banda sonora (Ana Moura e não só) do que o argumento. Conta a história de Jó que é expulso de casa pelo pai no dia em que faz anos. Sem ter sítio para onde ir, refugia-se no terraço do prédio de Rosa, que acabou de perder o marido. Ele tem 18 anos e ela 73. É o mote para uma amizade fora de série. Com realização de António-Pedro Vasconcelos ("Jaime"), é uma história incomum sobre o amor e a amizade entre dois seres que, contra todas as probabilidades, se completam nas suas diferenças.

Preparem-se apenas para o tipo de vocabulário que continuam a insistir em usar, como se nós portugueses disséssemos sete palavrões em cada dez palavras. Sei que pode dar mais ênfase ao texto e puxa a gargalhada em muitas situações, mas chega a um ponto que é falta de gosto.
Tirando isso, vale a pena ver!



Grande, grande filme!!! Um dos melhores do ano e imperdível. A adaptação do best-seller de Gillian Flynn (no original, "Gone Girl") conta uma história sórdida entre várias camadas de ilusão, mentiras e frenesim mediático; uma história que se alicerça no poder do storytelling (tanto no próprio enredo, como nos utilizados mecanismos para o trazer à vida) e na eterna contenda entre a percepção e a realidade.
Sagaz, cáustico e perverso, parte como uma exploração fascinante sobre narrativas duvidosas e do poder escorregadio dos media, capaz de agarrar ideias profundas sobre a identidade pessoal, a forma como nos apresentamos perante o outro e as relações, e transpô-las para um enredo metafórico que serve totalmente as necessidades de entretenimento do público moderno.
Vejam!!!

Toda a gente que me conhece sabe que fico vidrada de uma boa vista, de uma boa paisagem. De tal maneira, que quase morro para o resto à minha volta.
Há dois sítios em Lisboa, distintos entre eles, quer em preço quer em conceito, que em comum têm um postal vivo de Lisboa, enquanto comemos.

Noo Bai - A dois passos do Bairro Alto e Chiado.

o espaço é simpático e confortável, as esplanadas bem dispostas, o salão interior bonito e viajado, a banda sonora escolhida a dedo, as sugestões de bebidas e comidas são airosas...



La Paparrucha - No Príncipe Real.

Este tira o fôlego, mal entramos! É um sítio diferente, com qualidade nos pratos, simpatia no atendimento e uma envolvência de cair o queixo. O preço também faz-nos cair qualquer coisa, é daqueles restaurantes bons para ir uma vez ou duas no ano e já é uma festa!



Para acabar o dia em beleza, que tal um concerto a fazer recordar velhos tempos?

Sara Tavares

Ainda era pequena quando te vi pela primeira vez, tímida, no concurso sensação da altura. Segui-te desde então, sabia que serias a Estrela das Estrelas no meio da Chuva. E fui, na Sexta, outra vez pequena, ao aplaudir-te como se fosse a primeira vez!



Sala cheia, coração cheio, num Teatro lindo de morrer, a fazer jus a todo o espectáculo! Cantar o "Bom feeling" de braços abertos e olhos fechados, com toda a gente de pé, é uma imagem que dificilmente vou esquecer.

E por me sentir uma miúda, fui vestida como uma miúda!! (momento de gajas agora, desculpem!)
Quem me conhece, sabe que NUNCA uso calções ou saias. Mas viva ás excepções :)))


Um bem hajas Sara!!!

Bom Domingo silenciosos :)

19 comentários:

  1. Quando li a sinopse do filme «A Boa Mentira» também não me chamou a atenção...felizmente, mais tarde, vi o trailer e depois o filme. Sim, grande murro no estômago, nó na garganta! E gargalhadas pelo meio:)

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    1. Um filme que não se torna, de todo, indiferente!

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  2. Dos filmes que falaste só vi o 2º e adorei. Entendo isso dos palavrões, mas parte do filme desenrola-se num contexto social onde de facto eles estão presentes.
    O primeiro não conhecia, mas já fiquei curiosa. O terceiro vi o trailer e estou com muita vontade de ver. :)
    Quanto à Sara Tavares vi-a uma vez, mas não foi em concerto, foi só uma participação. E gostei muito. :)
    beijinho

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    1. Percebo o que dizes do filme, mas se bem te lembras, a personagem do Ricardo Carriço era de um outro contexto social e a linguagem usada já para o final, era essa.
      Sara Tavares, uma verdadeira estrela!!!!

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    2. Mas esse era bronco...não conta. LOL
      beijinho ;)

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  3. Se pudesse renascer, queria ser como tu, ponto.
    Uma sala de beijos e aquele nosso abraço!

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    1. Quim, escrever com tanta delicadeza e sensibidade só a Vânia. Também gostava, "Se pudesse renascer, queria ser como" ela "ponto"

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    2. Ai pai...só tu para me dizeres essas coisas!!!
      Rufina, muito obrigada :)))

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  4. O último filme estamos à espera de o ver aqui por estas bandas, mas aind anão estreou, mas quando vimos a apresentação dissemos logo "este é imperdível!!!" e fico feliz por ver que é mesmo imperdivel segundo a tua opinião!! ;)
    Noo bai AMO, amava quando vivia em Portugal e continuo a amar cada vez que vou a Portugal e lá vou espreitar a maravilhosa vista! ;)
    La Paparrucha... para mim foiu uma desilusão quando fui, em termos da relação preço / qualidade... mas já foi há uns bons aninhos por isso agora não sei!! :P
    Sara Tavares... Adoro!! :) Desde o momento que apareceu no chuva de estrelas, ainda por cima era de Almada!!!! :P lol
    Os teus calções.... atreve-te!! ;) Faz bem ao nosso "EU"!!! ;)
    Beijocas grandes e boa semana!! :)

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    1. E atrevi-me mesmo!!! Parecia uma colegial ;)
      Sim, estava lá imensa gente de Almada, aquele povo delira com a Sara! Beijinhos e boa semana para ti também**

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    1. Já sabes, regista e não percas nenhuma ;)
      beijinhos caro Carpe!

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  6. "Em parte incerta" - Um filme que nos deixa a pensar de início ao fim e que nos mostra o quão desumanos podemos nós ser. Recomendo!

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    1. É marcante e um dos filmes do ano, sem dúvida :)
      A prova em que nem tudo o que parece, é.

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  7. Fiquei curiosa pelo primeiro e terceiro filme... Talvez vá ver :) quanto ao calções, ficam-te mto bem. Nada como arriscar e experimentar coisas novas.

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    1. Não os percas, devem estar quase a sair do cinema :)
      beijinhos!

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  8. Quero ver esses 3 filmes, mas infelizmente ando meio parado cinematograficamente :/

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    1. Não te arrependerás de esperar, vai valer a pena veres :)

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